Alta tensão entre Europa e Rússia depois de ameaça nuclear de Macron
- 07/03/2025
Depois de o presidente da França, Emmanuel Macron, propor o uso do arsenal nuclear de seu país para proteger a Europa, os países da União Europeia (UE) respaldaram um plano de rearmamento de reforço da defesa do bloco, durante cúpula extraordinária realizada em Bruxelas. A Rússia reagiu e afirmou que não tem intenção de participar de uma corrida armamentista. "Eles não vão nos vencer, porque não nos envolveremos com eles. Vamos nos concentrar em nossos próprios assuntos e proteger nossos próprios interesses", declarou Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin.
Por sua vez, o presidente russo, Vladimir Putin, criticou indiretamente Macron, ao lamentar a existência de "pessoas que querem retornar aos tempos de Napoleão Bonaparte, esquecendo como tudo terminou". Em 1812, as tropas do imperador francês invadiram o Império Russo e tomaram Moscou; no entanto, viram-se obrigadas a uma retirada desastrosa.
O ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, comparou Macron ao líder nazista Adolf Hitler. "Ao contrário de seus antecessores, que também buscavam lutar contra a Rússia — Napoleão e Hitler —, o sr. Macron não age muito diplomaticamente. Eles (Napoleão e Hitler) declaravam abertamente: 'Nós devemos conquistar e derrotar a Rússia'. Aparentemente, ele quer a mesma coisa, mas, por alguma razão, diz ser necessário lutar contra a Rússia para que ele não derrote a França", disse. "Com relação a essas acusações, francamente falando, irracionais, de que a Rússia prepara uma guerra contra a Europa e a França, Putin repetidamente chamou tais pensamentos de absurdos e sem sentido."
Segundo Lavrov, as palavras de Macron sobre o uso de armas nucleares são "uma ameaça à Rússia". "Se ele nos vê como uma ameaça, e diz que é necessário (...) preparar o uso de armas nucleares contra a Rússia, é claro que é uma ameaça." Ele alertou que o envio de soldados europeus para a Ucrânia configuraria uma "guerra direta" com a Rússia. "Consideraremos a presença dessas tropas (europeias) em território ucraniano da mesma forma que vemos uma potencial presença da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Ucrânia. Isso significaria não um envolvimento supostamente híbrido, mas direto, oficial e não disfarçado de países da Otan em uma guerra contra a Federação Russa", afirmou.
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