PF encontra menções a pagamentos de R$ 20 milhões em conversas de dono do Banco Master
- 12/02/2026
PF encontra menções a pagamentos de R$ 20 milhões em conversas de dono do Banco Master
Investigações da Polícia Federal (PF) revelaram diálogos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que citam repasses somando pelo menos R$ 20 milhões destinados a uma empresa de propriedade do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar do teor das mensagens, os investigadores ressaltam que, até o momento, não existem provas materiais de que o dinheiro tenha sido efetivamente transferido ao magistrado ou a intermediários.
Os pontos centrais do caso
A investigação ganhou novos contornos após o relatório da PF ser encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Abaixo, os principais detalhes apurados:
- As Mensagens: Os diálogos foram travados entre Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel. Neles, há referências explícitas a pagamentos direcionados à Maridt, empresa da qual Toffoli é sócio.
- O Negócio Imobiliário: O gabinete do ministro confirmou que a Maridt — empresa ligada à sua família — vendeu uma participação no Resort Tayaya para o Fundo Arleen. Este fundo, por sua vez, possui ligações diretas com Vorcaro.
- Status Jurídico: É importante destacar que Dias Toffoli não é alvo formal de investigação, e não houve qualquer quebra de seus sigilos bancário ou fiscal.
O posicionamento do Ministro
Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (12), o gabinete de Dias Toffoli buscou esclarecer a natureza das relações mencionadas no inquérito:
"O ministro jamais recebeu qualquer valor do banqueiro Daniel Vorcaro ou de Fabiano Zettel."
A defesa sustenta que Toffoli desconhece quem é o gestor do Fundo Arleen e nega veementemente qualquer vínculo de amizade, especialmente "amizade íntima", com o dono do Banco Master. O argumento central é de que a transação envolvendo o Resort Tayaya foi uma operação comercial estritamente técnica entre empresas.
Análise do cenário: O caso coloca pressão sobre a Suprema Corte, mas a PF mantém cautela, tratando as mensagens, por ora, como indícios que carecem de rastreio financeiro para confirmar se as promessas de pagamento saíram do campo das mensagens e se tornaram transações reais.

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