Medo da CPI do Banco Master expõe fragilidade do governo Lula

  • 15/05/2026

Medo da CPI do Banco Master expõe fragilidade do governo Lula

Essa polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e Lula da Silva por conta do financiamento dos filmes Lula, o Filho do Brasil e Dark Horse já começou a feder faz tempo. É narrativa para todo lado, igual feira livre em dia de promoção. Cada grupo tenta vender sua versão como se fosse verdade absoluta, mas no meio dessa fumaça toda algumas diferenças continuam gritantes.

Flávio Bolsonaro reconhece que houve patrocínio de Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse. Diz que tudo ocorreu dentro de contrato privado, sem dinheiro público, sem participação estatal e que a conversa com o banqueiro era justamente para cobrar atraso nos pagamentos previstos no acordo. Segundo o senador, foi uma relação comercial entre empresa privada e produção privada. Algo que, no discurso dele, não teria ligação alguma com máquina pública.

Do outro lado, o homem forte da comunicação do governo Lula, Sidônio Palmeira, tentou negar o recebimento de patrocínio ligado a Vorcaro, mas acabou sendo desmentido. E aí o caldo engrossou ainda mais.

O senso comum olha para tudo isso e já solta aquele velho bordão: “é tudo farinha do mesmo saco”. Mas a situação não é tão simples assim. No caso do filme sobre Lula, a grande polêmica nasce justamente porque o longa foi patrocinado por empresas que mantinham contratos bilionários com o governo e que depois viraram personagens centrais da Lava Jato. Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS e JBS aparecem como financiadoras da película. Todas empresas envolvidas em denúncias, investigações e condenações por corrupção, lavagem de dinheiro e esquemas que sangraram os cofres públicos como um cano estourado em plena seca.

A comparação virou inevitável. De um lado, um filme privado financiado por uma empresa privada. Do outro, um filme sobre um presidente da República patrocinado por gigantes empresariais que orbitavam contratos públicos bilionários. É aí que mora o veneno dessa discussão.

Mas talvez o detalhe mais barulhento dessa guerra política nem seja o cinema. O ponto mais explosivo está na CPI do Caso Master. Flávio Bolsonaro assinou e defende a investigação. Já o governo Lula, o PT e seus aliados parecem fugir da CPI como gato corre de banho. Até agora, praticamente ninguém da base governista demonstrou entusiasmo em assinar o pedido.

E isso produz um desgaste político pesado. Porque quem bate no peito dizendo querer transparência normalmente não foge de investigação parlamentar. A recusa em apoiar uma CPI acaba alimentando suspeitas, narrativas e desconfianças. Na política brasileira, silêncio demais costuma fazer mais barulho do que discurso em palanque.

A oposição explora exatamente essa contradição. Argumenta que, se existe mesmo envolvimento de adversários políticos no escândalo, a CPI seria a oportunidade perfeita para expor tudo. Seria como abrir as portas de um porão escuro e acender todas as luzes. Mas o governo parece preferir manter a porta fechada.

E aí nasce a pergunta que ecoa nos bastidores de Brasília como tambor em noite de tempestade: por que o governo Lula resiste tanto a CPIs envolvendo escândalos que atingem áreas próximas ao poder? Foi assim com a CPI do INSS. Agora ocorre o mesmo com o Banco Master.

A CPI vai sair? Difícil prever. O governo pode até ser minoria numérica em vários momentos, mas continua segurando a chave do cofre. E em Brasília, quando cargos, verbas e emendas começam a circular, muita convicção ideológica derrete mais rápido que picolé no asfalto quente do Nordeste.

https://gazetahora1.com/noticia/9604/medo-da-cpi-d...


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Top 5

top1
1. Escondendo o ouro

Zé Neto e Cristiano

top2
2. P de pecado

Grupo Menos é mais feat Simone Mendes

top3
3. Olha onde eu tô

Ana Castela

top4
4. Melzinho

Talita Mel feat Xand Avião

top5
5. JETSKI

Pedro Sampaio, MC Meno K, Melody (Hit principal de Carnaval 2026)

Anunciantes