Irã ameaça destruir infraestrutura da região se EUA atacarem usinas do país
- 16/07/2026
Se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concretizar sua ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, o Irã destruirá "toda a infraestrutura em toda a região", afirmou um porta-voz militar iraniano nesta quinta-feira (16).
Trump alertou que os EUA atacariam pontes e usinas de energia no Irã na próxima semana, a menos que Teerã retorne à mesa de negociações.
"Vou deixar os alvos do setor de energia por último, mas, no final das contas, vamos atacar alvos de energia", disse Trump em entrevista à Fox News na terça-feira (14). "Na próxima semana virão as usinas de energia, na próxima semana virão as pontes", disse Trump, "a menos que eles venham à mesa e negociem".
Se essas ameaças forem concretizadas, a resposta do Irã “não será apenas proporcional; será superior”, afirmou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando central das forças armadas iranianas, em declaração divulgada pela emissora estatal IRIB.
A infraestrutura da região “será esmagada” de tal forma que “não restará nenhum vestígio dela”, acrescentou ele.
“Os ataques serão mais severos, mais extensos e mais destrutivos do que nunca”, disse Zolfaghari.
O Irã não permitirá, “sob nenhuma circunstância”, que os EUA “interfiram” no Estreito de Ormuz, continuou o porta-voz. “Essa é uma linha vermelha inegociável do Irã.”
As Convenções de Genebra de 1949, que tratam da conduta humanitária em guerras, proíbem ataques a locais considerados essenciais para a população civil.
Negociadores dos EUA haviam entrado em contato com seus homólogos iranianos para dizer-lhes que "é melhor fecharem um acordo", disse Trump.
Na mesma entrevista, o presidente americano afirmou que os ataques ao país vão continuar até ele dizer que "já chega". Trump afirmou que não restará "ninguém" no país caso isso não aconteça.
O bloqueio naval realizado pelos militares dos EUA a navios que trafegam de e para portos iranianos foi retomado nesta terça-feira (14), às 17h (horário de Brasília), o anúncio foi feito pelo CENTCOM (Comando Central dos EUA).
A informação foi divulgada pelo CENTCOM em publicação na rede social X, onde afirmou que atualmente mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA e "centenas de aeronaves militares operam em todo o Oriente Médio".
A medida é retomada um dia depois do presidente Donald Trump afirmar que o bloqueio seria restabelecido e que os EUA atuariam como "guardiões" do Estreito de Ormuz.
O Comando Central dos EUA reafirmou o prazo em uma publicação no X minutos antes da medida entrar em vigor. Na publicação, o comando informou que os EUA estavam realizando novos ataques contra capacidades iranianas nas imediações do estreito.
"Os ataques ocorrem enquanto as forças americanas se preparam para retomar o bloqueio naval contra portos e áreas costeiras do Irã", dizia a publicação do CENTCOM.
Embora Trump tenha dito na segunda-feira (14) que os EUA cobrariam das empresas de transporte comercial 20% do valor de suas cargas para reembolsar o país por "garantir a segurança e a proteção" no Estreito, ele mudou de posição nesta terça-feira, afirmando que as nações do Golfo realizariam "acordos comerciais e de investimento... com os Estados Unidos".
Os EUA já haviam imposto um bloqueio aos portos iranianos anteriormente durante a guerra, por cerca de dois meses — entre abril e junho —, abrangendo uma área que se estendia do Oriente Médio até o Oceano Índico, a milhares de quilômetros de distância.
https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ira-ame...

.jpeg)
.jpg)
.jpg)











