Falsa empresa de investimentos que aplicava golpes milionários em todo o paÃs é alvo de operação no Recife; 13 são presos
- 22/07/2026
A PolÃcia Civil prendeu 13 pessoas em flagrante por participação num esquema de golpes milionários envolvendo investimentos financeiros, criptomoedas e até apostas (veja vÃdeo acima). Conforme as investigações, os suspeitos atuavam num escritório que funcionava num edifÃcio empresarial localizado na Avenida Agamenon Magalhães, na área central do Recife.
De acordo com a polÃcia, a quadrilha atuava de forma "sofisticada", oferecendo serviços de consultoria financeira por meio de uma empresa de fachada. No estabelecimento, que tinha isolamento acústico com estrutura semelhante à de um call center, foram encontrados quadros de metas para captação de valores por fraudes, que giravam em torno de R$ 800 mil por mês.
As prisões foram realizadas durante a Operação Mirage, deflagrada no dia 15 de julho. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (21), a delegada Viviane Santa Cruz, da Delegacia de PolÃcia de Repressão ao Estelionato (DPRE), explicou que a organização criminosa montou um sistema similar à s plataformas originais de operações no mercado financeiro.
As vÃtimas chegavam a ter um lucro ilusório, com direito a saques, que seriam fruto do próprio dinheiro investido por elas. Uma só pessoa teve prejuÃzo estimado em R$ 1,5 milhão.
Normalmente, eram pessoas que queriam fazer investimentos, procuravam por meio do sistema do Facebook. E quando elas eram encaminhadas, através de um processo de engenharia social, eram convencidas a aplicar e fazer esses investimentos financeiros. [...] Eles tinham um aplicativo próprio e essa empresa não tinha um CNPJ. Ela era construÃda como se fosse um site próprio, toda uma ferramenta própria, e dava toda uma aparência de ser uma empresa legalizada. Mas na verdade ela não tinha um CNPJ, se você observasse com detalhes", afirmou.
Ainda de acordo com a delegada, apesar de funcionar em Pernambuco, a falsa empresa tinha vÃtimas de todo o paÃs.
"No Brasil todo, tem vÃtimas que a gente já identificou através de registros de boletim de ocorrência. E a gente já verificou que essa empresa tinha um nome inicial, mas mudava assim que era identificada. Então, essa página caÃa, criavam uma nova, com outro nome, e assim renovava-se a prática dos golpes", detalhou.
Investigações
As investigações tiveram inÃcio em maio de 2024 após uma das vÃtimas procurar ajuda da polÃcia. Durante as investigações, foi descoberto que o site da organização não era sediado no Brasil e a quadrilha tinha uma estrutura que simulava o ambiente do mercado financeiro. O local não possuÃa qualquer identificação externa da empresa.
De acordo com a polÃcia, foram apreendidos aproximadamente 50 vestÃgios digitais, que vão passar por perÃcia e auxiliarão no aprofundamento das investigações, especialmente na identificação de outras vÃtimas, possÃveis integrantes da organização e eventuais ramificações do esquema em outros estados e até no exterior.
Também chamou a atenção dos investigadores a presença de passaportes, passagens aéreas, reservas de hospedagem e programação da viagem no estabelecimento onde a quadrilha atuava. Para a polÃcia, há indÃcios de que o grupo planejava transferir sua base operacional para o México.
Ainda segundo a PolÃcia Civil, a operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão domiciliar. Por meio de nota, a corporação informou que "os policiais encontraram os investigados em plena atividade criminosa" e todos os suspeitos presos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça após audiência de custódia.
https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/07...

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